Iris



... tua cabeça enlouqueço faço ela rodar

Nossa, muita coisa me aconteceu essa semana. Mas deixo essa história para depois, mas, em todos os momentos essa música está presente. Até no sufoco de corrigir a monografia e entregá-la... agora parece até engraçado!

Garganta

Ana Carolina

Composição: Totonho Villeroy


Minha garganta estranha quando não te vejo
Me vem um desejo doido de gritar
Minha garganta arranha a tinta e os azulejos
Do teu quarto, da cozinha, da sala de estar
Minha garganta arranha a tinta e os azulejos
Do teu quarto, da cozinha, da sala de estar
Venho madrugada perturbar teu sono
Como um cão sem dono me ponho a ladrar
Atravesso o travesseiro, te reviro pelo avesso
Tua cabeça enlouqueço, faço ela rodar
Atravesso o travesseiro, te reviro pelo avesso
Tua cabeça enlouqueço, faço ela rodar
Sei que não sou santa, as vezes vou na cara dura
As vezes ajo com candura pra te conquistar
Mas não sou beata, me criei na rua
E não mudo minha postura só pra te agradar
Mas não sou beata, me criei na rua
E não mudo minha postura só pra te agradar
Vim parar nessa cidade, por força da circunstância
Sou assim desde criança, me criei meio sem lar
Aprendi a me virar sozinha,
e se eu tô te dando linha é pra depois te abandonar
Aprendi a me virar sozinha
e se eu tô te dando linha é pra depois te abandonar


 



Escrito por Joy às 17h58
[   ] [ envie esta mensagem ]




Um pouco de realidade

Estou ultimamente lendo sobre literatura, uma ótima oportunidade para conhecer um pouco de nossa história e para refletir sobre a realidade a nosso redor. Um desses grandes escritores destaco Ferreira Gullar, particularmente no poema "Agosto de 1964", que fala de uma realidade cruel que foi o regime militar, mas que não está distante de nós, no país do mensalão! Deixo o poema por si explicar...

Agosto 1964

 

Entre lojas de flores e de sapatos, bares,

mercados, butiques,

viajo, num ônibus Estrada de Ferra- Leblon.

Volto do trabalho, a noite em meio,

fatigado de mentiras.

 

O ônibus sacoleja. Adeus, Rimbaud,

relógios de lilales, concretismo,

neoconcretismo, ficções da juventude, adeus,

que a vida

eu a compro à vista aos donos do mundo.

Ao peso dos impostos, o verso sufoca,

a poesia agora responde a inquérito policial- militar.

 

Digo adeus à ilusão

mas não ao mundo. Mas não à vida,

meu reduto e meu reino.

Do salário injusto,

da punição injusta

da humilhação, da tortura,

retiramos algo e com ele construímos um artefato

 

um poema

uma bandeira

(Dentro da Noite Veloz & Poemas Sujos. São Paulo, Círculo do Livro, s.d., p. 55)



Escrito por Joy às 00h53
[   ] [ envie esta mensagem ]




A Dona da História

Estou me sentindo assim... não que estaeja mentida, longe de mim, mas estou orgulhosa de mim mesma. Depois de batalhar muito por uma chance parece que consegui! Essa semana comecei a trabalhar na redação do jornal A Crítica e foi muito bom. E tudo muito estranho e diferente para mim, mas creio que me acostumo! Mas, não esquecerei os amigos do suporte e do arquivo, que já me deixaram um quê de saudades!

No primeiro dia na redação, acompanhei um repórter de cidades, o Leandro (que não sei porque quero chamar de Leo, já que ele se chama Leando!). Para minha tristeza, logo de cara peguei uma matéria policial! Aff! A pauta era sobre a prisão de um traficante e fomos inclusive entrevistar o cara dentro da cela. Ninguem merece! A segunda pauta digamos foi mais "leve". Era o seguimento de uma matéria que saiu no dia e que continuaríamos a investigar o desenrolar da história. Um padre e um líder dos moradores da Invasão da Carbrás estavam sendo ameaçados. Fomos então no local, constatamos que nem o padre e nem o líder da comunidades estavam no local. O próximo passo seria ir na delegacia onde ambos tinham prestado queixa das ameaças e talvez descobrir o endereço de onde poderíamos encontrá-los. Porém, a Chica (chefe de reportagem) ligou para o celular do Leandro para esquecermos essa pauta e irmos para a Polícia Federal. Prenderam mais um empresário... lá fomos nós. Fiquei um pouco lá, mas como era próximo do horário do almoço, provavelmente não iriam prender ninguem naquele horário, afinal é polícia brasileira, hehehehehe! Leandro ficou por lá e voltei com a Paula (será esse o nome dela?) para a redação em outro carro. Chegando na redação fui fazer a matéria da invasão. Tentei encontrar o padre e o líder através dos números de celulares que os moradores nos forneceram, mas nada! Até para a arquidiocese ligeui, para saber qual o posicionamento dela ao caso do padre ameaçado de morte. Entrevistei até o Bispo! Bem, fiz a matéria, senti que ficou fraca, mas fiz algo para dizer que não fiz nada! Voltei para casa vibrando. Creio que ainda seja cedo demais, mas pelo menos estou tendo uma experiência nova!

No dia seguinte (sexta) acompanhei o Artur em uma matéria de política. Fomos em um evento no Da Vinci, 1ª Reunião Regional Norte de Consórcios Públicos, onde prefeitos de vários municípios do Amazonas e outros de outras regiões discutiam essa nova lei e sua utilização. Entrevistei um prefeito que já utiliza a lei dos consórcios públicos há três anos no município de Carauari, e já tem dados positivos... Voltamos para a redação. Escrevi um Blog, que até o momento não sabia o que era. Para mim Blog era apenas um diário virtual, mas o Artur me explicou, seria um box com a fala de algum personagem e uma pequena entrevista. Pois bem, fiz um Blog e um box com alguns trechos da da lei. Acabei de fazer e fui para casa.

Na sexta a noite fui me distrair um pouco....

Desculpe se sumi um pouco essa semana, prometo que vou fazer o possível para atender a todos! Boa semana para todo mundo!

 



Escrito por Joy às 11h56
[   ] [ envie esta mensagem ]





[ ver mensagens anteriores ]