Muito barulho por nada, se referindo as confusões humanas por coisas que não vale a pena. Isso tirei uma lição, não sofrer por coisas (ou pessoas quem sabe) que não valem a pena... E também não sofrer por antecipação, pecamos por nos prendermos as pequenas coisas...
Como nuvens pelo céu
| Como nuvens pelo céu Passam por mim. Nenhum dos sonhos é meu Embora eu os sonhe assim. São coisas no alto que são Símbolos? Sonhos? Quem torna 17-06-1932 |
Essa frase ficou memórável nas barricadas e movimentos estudantis da França de 1968, mas não é isso que quero falar, mas de um dos filmes que mais influenciaram essa geração de 1968, que segundo Zuenir Ventura, a geração do poder jovem!!O filme que falo é Terra em Transe do diretor baianho Glauber Rocha.
Terra Em Transe essa semana reestreiou essa semana em alguns cinemas do país, por aqui acho improvável vir. Ganhador do prêmio da Crítica Internacional no Festival de Cannes em 1967, "Terra em Transe" é um obra que caracteriza o momento histórico que foi os anos 60 no Brasil. Momento este de eclosão da Ditadura, movimentação estudantil, agitãção cultural e social e repressão acirrada a partir do AI - 5, promungado em dezembro de 1968.
A história foi considerada subversiva demais pelo governo militar quando o filme estreou. Em plena época das ditaduras na América do Sul, Glauber (também autor do roteiro) mostra Eldorado, um pequeno país, onde há uma grande disputa de poder. Esse embate é visto pela ótica de Paulo Martins (Jardel Filho), um poeta de esquerda, romântico e ligado ao povo. De um lado está D. Porfírio Diaz (Paulo Autran), um tradicionalista místico; de outro D. Felipe Vieira (José Lewgoy), um líder populista.
Segundo Glauber Rocha na época do lançamento do filme em 67, "Terra..." é um espetáculo sobre política, um espetáculo sobre problemas morais da política, um espetáculo sobre a consciência da política e um espetáculo sobre movimentos políticos".
Creio que vale a pena conferir, principalmente em um país que segundo Zuenir Ventura ( em citação de outro autor em seu livro 1968 - O ano que não terminou) em um país que sofre de amenésia a cada quinze anos.
A semana foi de sempre, corrida e cheia de atividades. Me sinto mais otimista quanto ao meu lado profissional, não estou esquentando mais. Como diz minha mãe: o que tem de ser meu vai ser!!
Na segunda iria assistir a defesa de monografia de uma amiga, mas devido a rotina no trabalho e outras circunstâncias, não pude ir. Uma pena!! Na terça continuei na novela que é minha monografia. Fiz um TOUR no Museu Amazônico, mas pouco encontrei lá para me ajudar. O bom desse "passeio" foi poder conhecer, lugares novos, pessoas...
Na quarta rotina de trabalho. Fui "passear" na UFAm pois tinha orientação, mas chegando lá descobri que ia ter uma reunião urgente no departamento. O "bafão" que estava rolando por lá era que a Laura Jane (presidente do departamento de Comunicação) está renunciando o cargo. Já que teria aula nessa quarta de italiano (para repor aula na semana passada que não foi dada), resolvi continuar na rua para fazer hora.
Na quinta saí da minha dieta!! Foi aniversário de minha mãe, comi a beça!! Se existe reencarnação, em outra vida acho que fui baiana!! Adoro vatapá com bastante pimenta... Voltando pra casa creio que fiz algo que não devia, mas deixa pra lá... como diz um amigo ( e a própria vida) aprendemos com os erros, se persistirmos no erro, é burrice!!
Falando em burrice, essa semana um dos temas que estava discutindo com meus colegas de trabalho era sobre relacionamento. Constatei que os homens (pelo menos a maioria) hoje em dia está mais interessado é um belo par de seios, pernas, bundas ( o que for de feitiche dessa "raça") do que nas nossas idéias, do que temos na cabeça. Segundo Mazé (colunista de A Crítica) em artigo publicado essa semana, precisamos emburrecer para arranjar alguem. É um pouco exagerado, isso não significa que devemos ficar burras, mas acredito que os homens se sentem ameaçados com nossas idéias, ou se somos mais inteligentes. Eles não gostam de competir!! Falo isso por experinecia pessoal. Não é uma regra (espero que não seja!!). Bem, sei que estou sendo um pouco radical, mas´penso assim pelo momento vivido... abafe!!
Bem, mas não de todo foi ruim pra mim. "Descobri" pessoas novas, novos pontos de vistas, novos rumos!!
É isso...
A novela comédia da vida privada continua...
Alessandra Del Bene em viagem pela italia, em uma manha de dezembro, nem imaginava que alguns quilômetros dali uma tragédia acontecia. Após ver a tragédia no noticiário sobre o Tsunami, ficou pressionada e resolveu ir a Ásia e fotografar a tragédia. Abaixo, deixo uma foto dela. A foto diz por si...
Por Alessandra del Bene
Por volta das 11 horas da manhã do dia 26 de dezembro de 2004, tomava um suco de laranja no Caffe Incanto, em Milão, para comemorar meu 32o aniversario. Em um cantinho do bar, a TV mostrava as primeiras informações sobre as tsunamis na Ásia. Imediatamente tive a sensação de que nunca soube muito bem onde molhava meus pés. O mar sempre foi a minha casa. As ondas gigantes, que levavam consigo quase 300 mil vidas, levaram também minhas idéias sobre o que era a vida. Depois de ver aquelas cenas, mergulhei em uma maré turva e agitada. O outro lado do mundo me chamava. Desse dia em diante, não saí mais dali, de Banda Aceh, na ilha de Sumatra, Indonésia. Vi quilômetros e quilômetros de restos e destroços. Barcos ancorados em tetos de casas e navios atracados no meio de pistas de asfalto. Dizem que os grandes momentos da história, trágicos ou felizes, são facilmente identificados. Depois de Banda Aceh, nunca mais serei a mesma. Algo em mim mudou substancialmente apesar de não saber exatamente o quê. O tempo dirá.
Falcão com LG do Afro Reggae (Foto:Kathy Zan)
Em um país que parece que voltara´com a censura, onde a violência teima em imperar, há um grupo que faz diferente. Apesar de terem passado por uma tragédia, que matou 20 pessoas, que foi atragédia de Vigário Geral, esse grupo não se abalou e formou o Afro Reggae.
O grupo é formado por moradores da favela do Vigário Geral no subúrbio carioca, que resolveu mudar a imagem de violência ligada a favela e fazer diferente. Após as tragédias ocorridas em 1993 o grupo resolveu criar projetos na comunidade que naquele momento estava entregue ao tráfico. Passaram a desenvolver projetos como as oficinas de reciclagem de lixo, dança afro e percussão.Acrescentando em seguida capoeira e futebol. Hoje realizam projetos em mais 20 comunidades.
Documentário
Com mais de dez anos de atuação o projeto do Affro Reggae resultou em um documentário, o "Favela Rising" dirigido por dois americanos, foi premiado em um festival de Nova York e vai ser exibido amanhã (17 de maio), em Miami.
O documentário acompanha a rotina de jovens que nasceram em comunidades pobres do Rio de Janeiro e que hoje são admirados e respeitados pelo talento que têm e pela projeção conquistada com o afro reggae. Um deles se chama Anderson, vocalista do grupo.
O grupo está viajando para Miami para exibição do documentário. Além de gravar a música Imagine, de John Lennon para a campanha de desarmamento promovida pela Anistia internacional.
Como se vê eles são pessoas que não se acomodaram com a situação reinante e mudaram-a para melhor!!
Esses são os principais projetos do grupo:
Programa de comunicação:
Programa de rádio Baticum (dirigido para os moradores da Zona da Leopoldina e do Centro);Afronet (dirigido a intelectuais, pesquisadores, agências de cooperação internacional
e entidades de direitos humanos)
Programa social
Centro cultural Afro Reggae Vigário Geral (oferece oficinas de percussão; dança rítmica,
afro e flamenco; capoeira; e futebol); Usina Musical (oferece cursos de música profissionalizante, teoria musical,
guitarra, baixo, bateria e teclado);Banda Afro Reggae (formada pelos principais alunos das oficinas, embarca dia 7 de junho
com 42 componentes para a copa do mundo na França, onde se apresentará nos
três primeiros jogos da seleção brasileira dentro dos estádios)
Programa Social no Morro do Cantagalo:Parceria com Complexo Escolar Municipal Presidente João Goulart
(conhecido como CIEP Ipanema);Projeto Circo do Mundo (oficina Circense que conta com o apoio técnico do Cirque Du Soleil
do Canadá e com a parceria das ONG's Se Essa Rua Fosse Minha, FASE, e Teatro de Anônimo)