A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) participa do “ano do Brasil na França”. Hoje, 17 de abril, a diretora da Instituição, Nídia Fabré e a diretora do departamento de difusão do Conhecimento (Decon) da instituição, Maria Olívia Ribeiro, viajam para Paris para representar a instituição. Junto com elas viajam bolsistas do programa Jovem Cientista Amazônida (JCA), projeto que é o “carro-chefe” da instituição.
A estudante Margarida Almeida Brasil, 17, da etnia Piratapuia, o professor e presidente da Associação de Professores Indígenas, Donato Miguel Vargas, 47, da etnia Carapanã, e o tuchaua Zeferino Namuncurá, 48, farão, em tucano, nos dias 19 e 20 deste mês, em Paris, uma exposição sobre o estudo e o uso de plantas para fins medicinais pelos indígenas. Será feita tradução simultânea para o português e francês. Margarida é pesquisadora do JCA, coordenado pela FAPEAM. O desempenho da estudante no projeto e o fato de falar fluentemente a língua tucano garantiram a ela a viagem à capital francesa para participar do “Ano do Brasil na França”, e apresentar a pesquisa “Estudos de Plantas usadas pela Comunidade da ilha de Duraka”. São frutas e plantas utilizadas pelas famílias da comunidade Camanaus, da ilha de Duraka, no alto rio Negro, Município de São Gabriel da Cachoeira. Um dos objetivos do projeto é produzir e ampliar conhecimento sobre o saber tradicional e contribuir para a sua conservação.
O projeto, idealizado pelos alunos do ensino fundamental da comunidade Duraka, também contempla o uso de frutas como o açaí, a pupunha, cana-de-açúcar, o tucumã entre outras. De acordo com Margarida, foram selecionados 50 plantas e frutos. Desse universo, 25 integraram o estudo realizado nos últimos dez meses. O tucumã, de acordo com Margarida, pode ser comido cru (hoje, em Manaus, é muito comum o consumo da polpa com o pão, farinha ou queijo) ou feito o suco. O caroço é utilizado como matéria-prima na produção de anéis, argolas para colares e brincos. Em relação as plantas, o destaque são as palhas do arumã, cipó titica, paxiúba, sororoca, timbó, tucum, utilizados na confecção de paneiros, cestos e esteiras que fazem parte da subsistência econômica da comunidade. “O nosso projeto é para mostrar o que fazemos com as plantas e lançar o nosso próprio livro para que todas as escolas indígenas conheçam nosso trabalho”, diz Margarida.
Para Donato Vargas, tradutor do livro e presidente da APIARN (Associação dos Professores Indígenas do Alto Rio Negro), morador da comunidade de Aracapá, distrito de Iaureté, o projeto atende as necessidade da comunidade em preservar as tradições indígenas do lugar. “Muito se perdeu ao longo dos anos. Hoje, muitas pessoas, do nosso povo, não sabe mais falar sua língua. O projeto preenche essa lacuna e resgata as nossas tradições culturais”, destaca.
O que é o JCA
O JCA foi instituído em 2003, pouco depois da operacionalização da FAPEAM, no mês de maio. É um Programa considerado inovador, no Brasil, pelas características que reúne, dentre as quais a participação de estudantes indígenas. Está dividido em três grandes grupos de pesquisa: Humanas& Sociais; Indígenas; e Manejo e Conservação. Outra de suas características são envolver além de doutorandos ou mestrandos, incluir também jovens do ensino fundamental e médio na produção científica e abordando temas ligados às áreas rural e indígena. Além de não está restrito apenas na capital do Amazonas. Hoje o JCA está presente em mais de 18 municípios do Amazonas e cerca de R$ 1,5 milhões é investido, entre auxílio- pesquisa e financiamento de bolsas de estudo. São ao todo cerca de 39 projetos e 368 bolsistas do JCA. Entre os municípios que participam do projeto são: Parintins, Tefé, São Gabriel da Cachoeira,Manacapuru, Manaus, Barcelos, Barreirinha, Itacoatiara, Silves,Maraã, entre outros.
O Jovem Cientista tem o apoio Secretaria de Ciência e Tecnologia do Amazonas (SECT) e é coordenado pela FAPEAM. Tem como objetivo interiorizar ciência e tecnologia, aumentar a competência científica no Estado e promover a inclusão social em áreas rurais e indígenas. Para mais informações pelo site da instituição www.fapeam.am.gov.br.
13 de abril dia do Beijo. Como é bom, né? Hehehehehehe... abafe!!
Bem, resumindo é isso, é bom em todos os sentidos e tipos!! Abaixo deixo um trecho do poema de Eugênio de Andrade...

A boca,
onde o fogo
de um verão
muito antigo
cintila,
a boca espera
(que pode uma boca
esperar
senão outra boca?)
espera o ardor
do vento
para ser ave,
e cantar (...)
AFOGADA, assim que estou me sentindo. Muitas coisas pra fazer, mas de tudo tem seu lado positivo. Apesar da confusão diária, consigo me "encontrar". O que parecia que aconteceria, não aconteceu. Mas, isso na parecendo algo rotineiro na minha vida e por isso, pretendo não planejar nada com antecedência, pois na maioria das vezes não se concretiza. Vamos levando numa boa...
Confusão, esperañças, vontades... aff!! Amanhã é outro dia!!
Ontem anoite todos aqui em casa fomos sair. Fomos no circo. No caminho encontramos um trânsito, flata de estacionamento, mas no final deu tudo certo. O resultado foi muita diversão.
O chato da noite é que chegamos cedo pra ficar uma hora na fila. Meus país estavam com a pressa de costume, mas a vantegem disso tudo foi que fomos o primeiro a entrar.
Com a pressa de sair calcei a primeira sandália que combinava. Para meu azar ela tinha um salto que me fazia todo tempo afundar na areia. Mas nem isso atrapalhou minha diversão. Ri bastante. Realmente circo é uma das melhores diversões. Voltamos a ser criança, não dpa pra fugir...
Abaixo deixo registro da alegria que foi ontem, e agradeço desde já a Suellem que me emprestou a máquiva. Valeu!!!
Eu e meu sobrinho Thiago
Thiago, Gileno e Chrys
Meus pais tb se divertiram pra valer
Foto tirada no arquivo da biblioteca
Jornais de 1887, diários oficiais e muita poeira. É o que se encontra na biblioteca pública do Estado do Amazonas,em um arquivo escondido no subsolo da biblioteca. A impressão que tive é que mais parecia um porão abandonado da ditadura militar, que espera que o que está ali não seja descoberto ou revelado a ninguém.
Não sei se é paranóia minha, ou eu esteja envolvida por demais na atmosfera da minha pesquisa de monografia, mas o que me passou a impressão do arquivo é essa. Pouca gente sabe da riqueza que se encontra por lá. Nem mesmo eu sabia. A descobri mas pela necessidade de encontrar os jornais de 1968, fonte principal da minha pesquisa, do que por livre e espontânea vontade.
Hoje a biblioteca é constituída de materiais bibliográficos e de multimídia que estão ai para atender as necessidades de informação, educação e de lazer da comunidade, porém, como afirma os responsáveis pelo acervo, pouca gente os procura. È mais comuns universitários (como eu) ou pesquisadores, atrás de alguma raridade.
A coleção de jornais (a que eu vi) é formada de jornais a partir de 1887 até os jornais atuais. Qualquer pessoa pode consulta-lo, podendo apenas ser fotografados ou filmados.Encontrei lá os jornais A Crítica (meu material de pesquisa), Diário do Amazonas, Jornal do Commercio e até O jornal, periódico que deixou de circular na década de 1970, principalmente pela sua linha política, contra a ditadura.
Deixo então o convite para as pessoas visitarem a biblioteca pública e prestigiar o acervo que tem lá. E quem puder, fazer alguma doação e contribuir para o acervo. A biblioteca está localizada na rua Barroso, 57, Centro. Está aberta de segunda à sexta, das 8 horas às 17 horas. Mais informações pelo número (92) 234-0588, pelo e-mail bpublica@culturamazonas.am.gov.br e pelo site www.culturamazonas.am.gov.br.