Iris
Consolo de segunda
É um saco depois de um final de semana de folga (ainda mais com um feriado prolongado) acordar cedo no dia seguinte. ainda mais se for uma segunda-feira. Ninguém merece. Então pesquisando (na verdade fuçando no blog alheio) encontrei esse texto do Jabor, que adoro. Acho q pode ajudarmos nessa segunda tediosa...
"SEJA UM IDIOTA"
Autor: Arnaldo Jabor
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A idiotice é vital para a felicidade Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele. Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto. Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça? hahahahahahahahaha!... Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema? É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não. Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa. Dura, densa, e bem ruim. Brincar é legal. Entendeu? Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva. Pule corda! Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte. Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável. Teste a teoria. Uma semaninha, para começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir... Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração! Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora? "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche"
Boa semana pra todos!!
Escrito por Joy às 01h46
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Colo é tudo de bom
Lendo matéria da revista Bons Fluidos lembrei de mim. Não sei se é motivo para rir ou chorar. Mas gostei da matéria, pois a mensagem que deixa é que carinho e proximidade entre as pessoas é essÊncial. Quem é o louco que não gosta de um colo e de um aconchego?!
Segue matéria da revista...
Quero colo
Não é fácil admitir, mas, convenhamos, adultos também precisam - e muito - de colo. Dizem que as mães são todas iguais e sempre consideram os filhos como crianças. Por outro lado, há algo nos filhos que não muda: mesmo muito longe da infância, aos 20, 40, 60 anos, estamos sempre querendo provar do calor de estar nos braços de alguém que simplesmente nos aceite. Se junto com essa maravilha tiver um cafuné, então é o céu...
A razão dessa busca é tão antiga quanto nosso código genético. Nesse gesto recuperamos o contato com o que há de mais humano - afinal, antes de nascer, todos ficamos meses na posição fetal, nossa primeira referência de proteção. "A qualidade do colo que a criança recebe, especialmente até o primeiro ano de vida, vai determinar toda sua estrutura e seu desenvolvimento. Nosso contorno físico e emocional é criado desse gesto, que molda nossa capacidade de dar e receber proteção, intimidade, conforto", afirma André Trindade, psicólogo, psicomotricista e especialista em reeducação postural, de São Paulo.
Mesmo que muitos adultos neguem, estamos sempre reinventando maneiras de voltar àquele quentinho primordial. As crianças crescidas fazem isso brincando de tenda. Na adolescência, andar em grupo é outro jeito de experimentar novas possibilidades de acolhimento. Mais tarde, quando o amor chega para valer, com mais volúpia, descobrimos o quanto o colo é mesmo coisa de pele. Não requer explicação, apenas proximidade e encaixe.
Sintonia fina
Seja qual for a situação em que ocorra, arredondar os braços e rechear esse espaço com outro ser humano é das mais prazerosas emoções da intimidade. A trilha sonora perfeita para esse momento? O tum tum do coração do outro, próximo, audível, pulso ritmado que reafirma que uma vida está sintonizada com a outra. Assim, a respiração sossega, o coração se abre para que caibam ali os melhores sentimentos. Colo é sopro que renova a alegria e cura do chororô sem motivo ao corte no dedo, da aflição passageira à dor funda do luto.
Colo nutre. Que o digam as milhares de mães que, em vez de encubadeiras, garantiram o desenvolvimento de seus filhos prematuros apenas colocando-os contra o peito, pele com pele: são as chamadas mães canguru. Várias maternidades particulares e públicas do Brasil adotam esse método, descoberto por médicos colombianos e que se provou eficiente pela simplicidade, por estreitar o vínculo entre a mãe e o bebê e pelo baixo custo - já que calor humano não tem preço e nem existe recurso tecnológico capaz de substituí-lo.
Dar colo para filhos, afilhados, sobrinhos é outra das artes deliciosas do aconchego. Mas repare que, às vezes, embora seja o adulto sustentando a criança, é ela que está dando colo, pois é impossível ficar imune ao sorriso infantil e ao calor da inocência. Não há estresse, pensamento negativo, ansiedade que resistam. E olhe que elas nem cobram por essa mágica!
Expandir e recolher
Mas quem não tem anjos, mãe, pai, namorado, amigo de plantão pode ficar tranqüilo: esse efeito pode ser experimentado de maneiras simbólicas e não menos aconchegantes. "Fechar os olhos e imaginar uma linda paisagem, meditar ou fazer algo de que gosta muito são formas de dar colo válidas pela vida toda. Por mais louco e agitado que seja seu ritmo, é importante alternar os momentos de estar no mundo - aberto para as experiências - com momentos de recolhimento (que simbolizam o conforto do colo), em que digerimos emoções e descansamos para voltar ao que é externo a nós. Quem fica apenas para fora tende a encontrar esse recolhimento em duros processos de depressão e doença", acredita o psicólogo André Trindade.
Então, vale o conselho: quando você estiver muito agitado, insatisfeito, triste, solitário, antes de sair falando demais, comprando demais, comendo demais e cometendo outros excessos, que vão causar arrependimento e mal-estar, pergunte se o que você precisa não é mesmo de colo. Se a resposta for sim... "Deite-se, espreguice esticando todo o corpo, depois sente-se sobre os calcanhares e enrole o tronco para frente, apoiando o rosto no chão e mantendo os braços para trás. Expandir-se e, na seqüência, enrolar-se são movimentos de reequilíbrio", diz André.
Você pode também afundar o corpo em uma poltrona macia, entregar-se a uma boa massagem, olhar alguém nos olhos, fazer algo de bom, dizer palavras de carinho. Isso tudo nos envia direto a nossa parte mais calorosa. É satisfação na certa, e de graça.
Aconchego na cidade
Esse mesmo aconchego do colo entre duas pessoas pode ser também experimentado em alguns lugares da cidade ou mesmo em boas relações de vizinhança. Ir a praças e parques bem cuidados onde você se sinta seguro, a mirantes, a museus, ao cinema pode fazer com que você recicle seus pensamentos, permita às horas passar mais devagar e refaça suas energias.
"Mesmo em cidades grandes e caóticas como São Paulo é possível restabelecer os laços comunitários e de vizinhança, que quebram o anonimato e trazem conforto", assinala Roberto Loeb, arquiteto de São Paulo, que sempre considera as relações humanas e a reintegração social como pontos de partida de seus projetos.
Ele lembra que existem inúmeras iniciativas espontâneas de recuperação de praças e áreas abandonadas realizadas pela população que resultaram em espaços mais bonitos e estimularam uma espécie de gentileza urbana, que nasce do cuidado que as pessoas têm consigo mesmas e com os outros. "Assim a cidade também fica mais aconchegante", conclui o arquiteto.
Tum tum, bate coração
O filme francês O Fabuloso Destino de Amelie Poulin, dirigido por Jean Pierre Jeunet, mostra de maneira engraçada e inusitada o quanto o calor humano faz falta. A garotinha Amelie era filha de um médico muito rígido, que costumava tocá-la apenas em consultas, quando aproximava o estetoscópio do peito da criança. Então, ouvia o coraçãozinho dela disparado, explodindo de emoção. Ele, com todo aparato científico, não teve dúvida e diagnosticou: a menina tinha uma séria doença cardíaca! Adulta, Amelie reconta a história de sua infância e confessa que o coração disparava era mesmo de ansiedade por aquela mínima aproximação com o pai.
Esse grande engano do filme serve para refletir: será que muitas de nossas dores físicas não podem ser amenizadas com a proximidade e o carinho? Bálsamos que costumam não ter contra-indicações.
(...)
P.S. A ´´integra da matéria pode ser lida em http://bonsfluidos.abril.uol.com.br/
TEXTO: Liliane Oraggio
Escrito por Joy às 23h27
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