Iris



Uma mão lava a outra

Bem, como a vida é surpreendente. Diariamente conheço pessoas, a maioria passam somente e só. Mas, ontem foi diferente. Estava fazendo meu trabalho de sempre no jornal Acrítica quando um jornalista foi lá na sala buscando ajuda para consertar os computadores.Por gentileza ele foi falar comigo. Meu chefe comentou que estava terminando o curso de jornalismo.

Conversa vai, conversa vem, ele perguntou que área eu me interessava, veio a cabeça fotojornalismo, mas tb a parte escrita. Ele me deu então uma "sacudida" que eu precisava saber o que eu queria. Bem, não sei....

Bem, pulando essa parte, ele deu a idéia de eu ser uma fotógrafa do jornal digamos "de emergência". Então, ele falou com o Wilson Nogueira (editor executivo do jornal?) que anotou (na verdade guardou no computador) meu telefone. Poxa, fiquei tão feliz.. aos poucos estou conquistando meu espaço...espero conseguir!!

O dia foi ótimo ontem, me distrai um pouco... 

É isso... bom final de semana para todos!!

 



Escrito por Joy às 09h25
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Balada de amor inabalável

Em decorrência do dia de ontem( ou pode ser que não) um amigo baixou na internet essa música que adoro. Principalmente por falar de um dos sentimentos que mais prezo, amizade, que se sincera pode ser para sempre...até mesmo nos relacionamentos que não deram certo.Bem, quem puder ouví-la, vale a pena!!è o tipo de música que faz vc rir e tornar seu dia mais alegre...

Balada do Amor Inabalável

Composição: Samuel Rosa

Leva essa canção de amor dançante pra você lembrar de mim,
seu coração lembrar de mim
na confusão do dia-a-dia no sufoco de uma dúvida,
na dor de qualquer coisa
É só tocar essa balada de swing inabalável que é o oásis do amor
Eu vou dizendo na sequência bem clichê
eu preciso de você


E' forca antiga do espírito virando convivência de amizade apaixonada
Sonho, sexo, paixão
Vontade gêmea de ficar e não pensar em nada
Planejando pra fazer acontecer ou simplesmente refinando essa amizade
Eu vou dizendo na sequência bem clichê
eu preciso de você

Mesmo que a gente se separe por uns tempos ou quando você quiser lembrar de mim
Toque a balada do amor inabalável
swing de amor nesse planeta

Mesmo que a gente se separe por uns tempos ou quando você quiser lembrar de mim
Toque a balada seja antes ou depois,
eterna Love Song de nós dois



Escrito por Joy às 07h43
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Um dia depois

Bem, passado o dia internacional da mulher, será que as gentilezas continuarão?Ontem, por causa do advento do Dia Internacional da Mulher o que recebi de parabens não foi fácil. Alguns telefonemas (humm), foi muito bom toda essa atenção... Ontem vi uma cena no trânsito que me comoveu:uma moça teve a infelicidade de ter seu carro quebrado no meio de uma via pública. Teve HOMENS que começaram a xingar a 'pobre coitada' que sofreu esse infortúnio (ninguém merece!!). Mas, um indivíduo iluminado e raro entre o grupo de sua espécie (hehehehehehe) que teve a delicadeza de sair de seu carro e empurradar o carro da moça (na verdade foram dois, incluindo o "azuzinho", o guarda de trânsito). Bem, esse exemplo é colocado para nos questionar, será que essa gentileza foi em decorrência do dia ou realmente podemos acreditar que indivíduo daquela espécie (homens) podem ser dotados de gentileza nata?! Bem, acredito que sim, dependendo da boa vontade deles em nos ajudar eles podem ser seres humanos legais. É isso...

P.S. Que tenhamos mais dias Internacionais da mulher, para quem sabe tornarmos o mundo com atitudes mais gentiz e delicadas como a que eu presenciei.



Escrito por Joy às 07h37
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O mundo é das mulheres

Parece até discurso feminista mas já está provado que somos maioria. No Brasil é maior número de mulheres eleitoras e tb em número (desculpem não colocar números mais pelas circunstâncias não é possível).

Então, não só nesse dia que é dedicado as mulheres possamos, não só como maioria, lutarmos por nossos direitos, assim como muitas no passado fizeram. Feliz dia para nós.

Abaixo deixo um texto da articulista do site No Minimo Carla Rodrigues que fala tão bem de temas femininos...e pela luta das mulheres em ter direito sobre seu próprio corpo em uma sociedade que ainda impera valores machistas.

Pelo Dia Internacional da Mulher

A onda feminista da segunda metade do século 20 foi impulsionada pela descoberta da pílula anticoncepcional, que permitiu às mulheres separar sexo de procriação. Quase meio século depois, esta suposta liberdade em relação à maternidade ainda não chegou ao direito ao aborto, prática proibida em 40% dos países do mundo, inclusive o Brasil. As comemorações do Dia Internacional da Mulher estão marcadas pelo debate sobre a revisão da lei que proíbe o aborto no país. Em Brasília, está em discussão a formação da comissão tripartite que, coordenada pela ministra Nilcéa Freire, fará uma proposta a ser apreciada pelo Congresso.

A grande dúvida ainda gira em torno do obstáculo de sempre: as pressões religiosas. Partiu da ministra Nilcéa a proposta de que o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) esteja entre os seis representantes da sociedade civil. Recusado pelas representantes do movimento feminista, o Conic ainda não está dentro da comissão, mas também ainda não está fora. Há quem pretenda conseguir emplacar a SBPC, sob alegação de que deve-se manter separados estado e religião. É possível que a votação da Lei de Biosegurança, que venceu obstáculos religiosos contra o uso de células-tronco em pesquisas, ajude a barrar influências dogmáticas na questão da legalização do aborto.

Essa união entre fé e política foi um obstáculo a ser vencido na aprovação da Lei da Biosegurança e tem sido o grande obstáculo à legalização do aborto. Duas correntes da igreja católica condenam o aborto, por argumentos distintos. A primeira considera que sexo que não seja para procriação é perversão. Nesse grupo estão os que condenam também o uso da pílula anticoncepcional e da camisinha. A segunda corrente religiosa contrária ao aborto é a que confere ao embrião status de pessoa, considerando que há vida desde a formação do zigoto. Essa posição rejeita a noção de que no início da gravidez existe um ser humano em 'potencial'.

Para as mulheres, o aborto é o último recurso contraceptivo, a ser utilizado apenas quando todos os outros falharam. Para chegar a este ponto, seria preciso uma ampla campanha de esclarecimento sobre a importância do sexo seguro, do uso de contraceptivos e da possibilidade de recorrer à pílula do dia seguinte depois de uma relação sexual desprotegida.

É preciso reconhecer, por exemplo, que as campanhas de esclarecimento sobre os riscos de contaminação do vírus HIV são mais presentes no cotidiano da população do que os esclarecimentos sobre a importância da contracepção nas relações sexuais. É verdade que a igreja católica é contra todos esses métodos: camisinha, pílula – seja do dia seguinte ou não – e aborto. No entanto, para além das limitações que a fé religiosa impõe, existe uma questão cultural importante e pouco discutida pelas próprias mulheres: o mito da maternidade.

Um bom exemplo é o debate sobre o destino dos embriões que "sobram" do processo de inseminação artificial. Para obter um embrião, é necessária a inseminação de vários óvulos. Nem todos os óvulos inseminados geram embriões de qualidade, mas isso só será descoberto depois que três ou quatro desses embriões tiverem sido implantados na mulher. No Brasil e em todos os países da América Latina, o dignóstico pré-implante é proibido. Significa que caberá à mulher decidir, aos dois meses de gestação, se retira ou não os embriões que correm o risco de morrer antes dos nove meses ou nascer defeituosos.

O que essa mulher da inseminação faz, na verdade, é o aborto de embriões que não serviram. No entanto, essa é uma prática permitida, talvez justamente por que é uma decisão tomada em nome da maternidade. Já a decisão da mulher diante de um aborto por se tratar de uma gravidez indesejada é posto no rol das práticas assassinas, realizado por mulheres perversas e irresponsáveis.

Quase meio século depois que a pílula anticoncepcional permitiu as mulheres separar sexo de reprodução, a maternidade continua sendo encarada como "vocação natural" feminina. Mulheres heterosexuais que decidem não ter filhos são consideradas egoístas ou amaldiçoadas com a perspectiva de um futuro solitário. Mulheres que chegam aos hospitais com complicações provocadas por aborto inseguro são mal tratadas pelos médicos, submetidas a sofrimentos desnecessários e humilhadas. A criminalização do aborto tem como conseqüência a prática clandestina e, por isso mesmo, insegura. Estimativas indicam que das 585 mil mortes maternas registradas no mundo, entre 70 e 80 mil seriam resultado de aborto, o que equivale a 13% das mortes maternas.

É impossível negar que a mãe que decide interromper a gravidez indesejada está reafirmando sua autonomia, e por mais que já se considere dispensável comemorar o Dia Internacional da Mulher, enquanto essa autonomia não for respeitada, todos os outros avanços do feminismo ainda estarão ameaçados.

Jovens mães gestantes

Por ocasião do 8 de março, o Viva Rio Rio lança nesta terça-feira projeto voltado para orientação de jovens grávidas. O objetivo é apoiar adolescentes gestantes e jovens mães de comunidades de baixa renda na capital e mais 13 municípios do interior do estado. O projeto oferece atendimento físico e psicológico a joves durante o processo de gestação, parto, pré e pós natal. A meta é diminuir a defasagem escolar dessas adolescentes mães e gestantes.

Câmara Municipal debate gravidez na adolescência

Gravidez na adolesência e políticas públicas municipais é tema de debate organizado pela vereadora Aspásia Camargo. Hoje, segunda, 7 de março, a partir das 14hs na Câmara Municipal.




 



Escrito por Joy às 08h03
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Uma mulher de peito

Li essa matéria da Marie Claire e me diverti muito. Vou ser sincera: já pensei em ser jornalista de guerra (Parece loucura?!) mas hoje vejo que tem que ser muito corajosa para tanto! Admiro pessoas assim, pois quem opta por esse estilo de vida tem que ter um desprendimento em relação à vida, já que de uma hora para outra você pode não estar aqui...

Abaixo vai parte da entrevista da repórter de guerra Cristina Mesquita dada a revista Marie Claire a integra pode ser lida no endereço http://revistamarieclaire.globo.com/Marieclaire/0,6993,EML918636-1740-2,00.html

Memórias de guerra

Por Rosane Queiroz

Ela se despede dos filhos para trabalhar na Bósnia, em Kosovo, no Afeganistão, no Haiti, no Iraque. A brasileira Cristiana Mesquita é correspondente de guerra, funcionária da agência de notícias inglesa Associated Press. Ex-bailarina clássica, trocou as sapatilhas pelo mundo da informação ao se casar, no final dos anos 70, com um jornalista e se mudar para Londres. Mas o primeiro salto no terreno que se tornaria a sua especialidade só aconteceu na década de 90, na Bósnia. Não parou mais. De lá para cá, Cristiana, 47 anos, aprendeu a viver como um soldado: está sempre pronta para a próxima missão.

PRIMEIRA GUERRA

Em 1992, Cristiana é surpreendida com a notícia de que tem apenas 24 horas para fazer a mala, tomar o avião no Rio de Janeiro e desembarcar em Belgrado. Sua missão: chefiar a equipe que cobre o desmoronamento da antiga Iugoslávia, um conflito que durou três anos e deixou mais de 250 mil mortos

''Já tinha acompanhado guerrilhas e manifestações na América Latina. Mas nada se compara a uma guerra. Quando começou o cerco a Sarajevo, fui convocada para chefiar o escritório de Belgrado. Morri de medo. Um amigo tinha sido morto e eu dominava pouco aquele conflito, só sabia que lutavam sérvios, croatas e bósnios. Fiquei assustada, mas não tive tempo para pensar. Coloquei na mala umas páginas da 'Enciclopédia Britânica' sobre os Bálcãs e comprei um exemplar da 'Time'. Nessa época, meu filho Gabriel tinha 10 anos e a minha caçula, Julia, 4. Eles ficaram com o pai [o jornalista e cinegrafista Antônio Brasil].

Tudo era tão assustador e confuso que não dava para ficar só no escritório. Decidi ir também para a linha de frente. Na verdade, não mando ninguém fazer nada que eu não esteja disposta a fazer. Levei um tempo para entender o que estava acontecendo, mas aprendi a conviver com bombardeios, áreas militarizadas, esconderijos. Passei dois meses nessa primeira ida à Bósnia. O meu desafio foi provar que uma brasileira de 34 anos tinha toda a condição de estar na linha de frente. Voltei umas 12 vezes para lá.''


CONTRAMÃO DO BOM SENSO

Em 1998, Cristiana volta à Iugoslávia para cobrir o conflito na província separatista de Kosovo. No caminho, ela se dá conta de que as guerras são uma constante em sua vida

''Eu dirigia um carro e, na minha frente, ia o caminhão com os equipamentos e a equipe. Éramos só nós nessa pista da estrada. Na direção contrária, havia uma fila interminável de refugiados que tentavam sair a pé daquele lugar. Pensei: 'Estou sempre entrando em lugares de onde todo mundo quer sair'. É uma coisa que vai na contramão do bom senso. Mas, no fundo, sei a resposta: alguém tem de ficar de olho para que as pessoas que cometem atos bárbaros não sintam que podem fazer o que querem. Às vezes, me pergunto: 'Será que o meu trabalho faz alguma diferença? Será que alguém se importa com o que está acontecendo na Bósnia, em Kosovo, no Iraque?'. Daí acontecem aquelas barbaridades na prisão de Abu Ghraib. Se houvesse um jornalista ali, a tortura cometida pelos americanos aos iraquianos talvez não tivesse acontecido.''

MINORIA Em 2001, entre homens de uma tribo, no Afeganistão

APRENDENDO A REZAR

Em 2001, Cristiana é a primeira brasileira a entrar no Afeganistão, país atacado por forças americanas e britânicas que iniciavam a guerra contra o terror

''Todo mundo queria entrar no Afeganistão pelo Paquistão e não conseguia. Fomos pelo Tadjiquistão, cruzamos a fronteira e, na primeira cidade afegã, alugamos o único caminhão que havia. Nossa idéia era chegar a um agrupamento das tropas da Aliança do Norte, a 280 quilômetros de onde estávamos. Pelo mapa, parecia tranqüilo ir com o nosso caminhão. Mas a estrada era péssima, parecia uma trilha. Foram quatro dias de viagem. No caminho, o motorista e o cinegrafista, muçulmanos, quiseram rezar. Eles oram cinco vezes por dia. Paravam o carro, desenrolavam o tapetinho, abriam a bússola para localizar Meca e rezavam dez minutos. Aquilo me irritava: 'Que perda de tempo. Quero chegar e o cara fica rezando. Que troço chato'. Essa região ainda não estava em guerra declarada e o que se via eram vilarejos, casas de barro batido, o sujeito puxando um burro, mulheres de burca, imagens totalmente bíblicas... E os caras rezando. A maneira de lidar com isso foi rezar também. Acabei gostando. Rezar me acalma, é um momento de meditação. Vivo uma seqüência tão louca e incontrolável de eventos que é bom me conectar com outras coisas. Não sou religiosa, mas acredito que algo me protege.''
PAUSA Na campanha do Afeganistão, descanso no terraço de hotel em Cabul

IRONIAS DO OFÍCIO

Num bloqueio na Bósnia, Cristiana se safa por ser brasileira. No caos de Cabul, o telefone toca: alguém quer saber se ela tem um blazer para aparecer na TV

''Estávamos em uma estrada na Bósnia quando soldados nos pararam. Com metralhadoras, mandaram a gente descer do carro com as mãos para cima. Minhas pernas tremeram. Disse que éramos jornalistas e mostrei o meu passaporte brasileiro. Um dos soldados falou: 'Sócrates'. Pensei: 'Meu Deus, será que ele quer filosofar agora?'. Ele repetiu: 'Sócrates'. E, em seguida, imitou um gol de calcanhar. Ele gostava do jogador e de toda a seleção brasileira da Copa de 1982. No final, dava tapinhas nas minhas costas. Em Cabul, no Afeganistão, eu me preparava para entrar ao vivo no 'Jornal Nacional' quando o telefone tocou. Era uma editora da Globo: 'Cristiana, você teria um blazer?'. Meu estado era de petição de miséria, há dias tomava banho de balde e o cenário era um hotel caindo aos pedaços. Disse: 'Não tenho nem um batonzinho'.'' [Por uma semana, Cristiana falou ao JN por telefone; na tela aparecia uma foto de seu rosto].

'' A melhor maneira de lidar com o medo é dizer: bem-vindo''
Cristina Mesquita


Escrito por Joy às 11h47
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